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6ª edição do Seminário Pesquisar é aberto com duas palestras


Professora Jacqueline Cunha primeira palestrante do Pesquisar

A 6ª edição do Seminário Pesquisar, um dos maiores fóruns de defesa da pesquisa universitária do Estado de Goiás, foi aberta na noite da última segunda-feira, dia 16 de outubro. O Seminário é espaço para debater, incentivar e apresentar pesquisas científicas de professores e universitários de diversas Instituições de Ensino Superior de Goiás. Na abertura oficial o Diretor Acadêmico da Instituição, Pós Doutor Carlos Alberto Vichiatti destacou que a Instituição tem compromisso com a pesquisa, reconhecendo que ela é fundamental para a ampliação do conhecimento e atualização dos conceitos. Neste ano foi quebrado o recorde de inscrições para apresentação de pesquisas. Nada menos do que 312 pesquisadores inscreveram 208 trabalhos e esse dado foi destacado por Vicchiatti: “Passamos de duas centenas de trabalhos inscritos. O montante de conhecimento contido nesses trabalhos aponta para a grandeza do Pesquisar, mostrando que acertamos na forma de organizar e realizar esse evento”.

O Pesquisar acontece dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, tem o apoio do governo estadual, através da Fundação de Amparo a Pesquisa de Goiás (FAPEG) e do governo federal, através do MEC.

Palestras

Duas palestras, voltadas para fomentar o debate sobre a presença da pedagogia Escola Ativa, nas escolas das zonas rurais de três regiões brasileiras e a importância dos espaços para a publicação das pesquisas universitárias produzidas pelos acadêmicos da Faculdade Alfredo Nasser, foram apresentadas após a abertura oficial do 6º Seminário Pesquisar. O primeiro tema foi abordado pela Professora Jacqueline Cunha, autora do livro Entre o Sonho e a Esperança – A Escola Ativa no Brasil, obra nascida de pesquisa sobre a aplicação do modelo pedagógico da Escola Ativa nas escolas rurais das regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste brasileiras. A palestrante mostrou a relevância para tornar a aula mais prazerosa e atrativa no modelo da Escola Ativa que se sustenta com a auto aprendizagem, buscada em material didático especial, organizado em módulos, onde há estímulo para o trabalho em grupo, valorizando a pesquisa: “O aluno é o agente da aprendizagem, deixando de ser parte secundária. O professor é o mediador e estimulador do processo” – destacou a Professora. Para ela foi um equívoco o abandono do modelo, visto a partir de 2013, depois de 15 anos de experiência: “Havia motivação dos alunos, os resultados eram satisfatório, logo não existe explicação para a mudança. Mais crítico ainda é saber que a Escola Ativa, que é libertadora foi abandonada, sem um planejamento de substituição e sem saber o que fazer, aconteceu o retorno ao modelo da escola tradicional, com suas aulas expositivas chatas e sem atrativos para o estudante”.

Os professores Nivaldo dos Santos e Humberto César Machado, que planejaram e organizaram a publicação do livro Conjecturas Sociais, Jurídicas e Filosóficas da Atualidade foram responsáveis pela segunda palestra do dia. O conteúdo do livro é composto de pesquisas de professores e acadêmicos da Faculdade Alfredo Nasser, sobre temas sociais, jurídicos e filosóficos contemporâneos. Os palestrantes lembraram que o mundo científico avança com as pesquisas e a leitura, o que torna vital tanto as pesquisas quanto as suas publicações. De acordo com Nivaldo dos Santos fazer parte desse universo é participar destes avanços: “É bem verdade que precisa de dedicação e interesse, contudo, pesquisar e escrever são processos simples, mas de grande relevância, pois provoca o avanço das abordagens científicas e participar desse avanço é participar do melhoramento da visão de mundo da nossa geração” – apontou Nivaldo. Já Humberto César Machado assegurou que outras edições do livro serão editadas, para assegurar aos pesquisadores da Instituição, a oportunidade da publicação das pesquisas: “Assegurar o espaço para a publicação dos trabalhos de pesquisas é fomento e estímulo para a nossa comunidade universitária e oportunidade de divulgação de descobertas importantes para toda a sociedade. Esses dois motivos são mais que justificáveis para assegurarmos as edições futuras do livro” – finalizou Humberto César Machado.

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